Escrevi para vocês um trabalho que se chama “Disque”. Disque, de discar, o que fazemos depois de pegar no telefone; selecionar uma combinatória de seis ou sete dígitos e confiar em que a Telesp irá nos pôr a pessoa certa do outro lado do fio. Acontecimento, diga-se de passagem, cada vez mais raro. (…)
Categoria: Conferências
Feio, sujos e malvados: alguns destinos da identificação nos psicanalistas
Duas mulheres conversando durante o intervalo de um espetáculo.
-Estes analistas serão muito analisados, mas sexy é que não são.
-As mulheres viram umas barangas tipo cetáceo e os caras… pelamordedeos! E o pior é
que lidam o dia inteiro com a sexualidade dos que tem sexualidade (rs)
-Deve ser por isso que vivem falando que não há relação sexual.
-Pois é, são tipo Alexandre Garcia, sabe como é?, o almofadinha da Globo.
-Merecem o apelido de “Hagá-dois-o”.
-“Hagá dois o”?
-É, H2O: incolor, inodoro e insípido.
On my blindness
Fui convidado a falar sobre “Borges e o Cinema”, e tive a imprudência de aceitar.
Tomo a palavra, contudo, numa posição curiosa, borgeana, diria. Ocupo o lugar de uma mulher que, como eu, tampouco deveria ter estado aqui. Explico. Meu anfitrião e curador destes labirintos, convidara para esta mesa uma colega e amiga que, ela sim, teve a prudência de não aceitar, indicando meu nome. (…)
O sintoma de aprender
O título deste texto veio quando me apressava a entregar à comissão científica deste congresso a resenha de um trabalho sobre o qual mal tinha começado a pensar. Como era de se esperar, a resenha ficou tão sintética que ninguém entendeu nada. Pediram-me que fizesse outra, um pouquinho mais explícita. (…)
Só
O quilombo dos psicanalistas
Demanda de utopias
O professor Paulo Silveira teve a gentileza de convidar-me para dar uma das aulas do seminário que organizou junto com a professora Irene Cardoso na faculdade de Sociologia da USP. O nome do seminário era Utopia e mal-estar na civilização, e foi sob este título que comecei a trabalhar na palestra que daria. (…)
Debate Lacan – Espaço Revista CULT
Psicanalista avaliam como o estilo de Lacan marcou o percurso formativo de cada um. Com Christian Dunker, Ricardo Goldenberg, Maria Lívia Tourinho Moretto, Miriam Debieux Rosa e Dominique Fingermann.
O Problema da Naturalização do Gozo em Lacan e nos Pós-Lacanianos
O Seminário sobre a obra de Jacques Lacan se configura como espaço de estudo das ideias do psicanalista, busca em 2014 examinar seu Seminário XII, sobre os “Problemas Cruciais para a Psicanálise” (1964-1965) e propõe a investigação da teoria da nominação, extraída da filosofia da linguagem de G. Frege à luz da topologia da prática psicanalítica.
Ciclo de seminários realizado pelo Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP em conjunto com a Escola dos Fóruns do Campo Lacaniano e coordenado por Christian Lenz Dunker, psicanalista, professor livre-docente do Instituto de Psicologia da USP e membro da Escola de Psicanálise do Fórum do Campo Lacaniano.
Café Filosófico: A utopia do autoconhecimento
“Conhece-te a ti mesmo” era a inscrição da porta do oráculo de Delfos, na antiga Grécia. Este conselho do oráculo grego ganhou novo sentido com a psicanálise. Freud encontrou pistas importantes para a investigação de quem somos. Neste programa, o psicanalista Ricardo Goldenberg mostra como a psicanálise pode ajudar a responder a pergunta ‘Quem sou eu’?
Para Goldenberg, a psicanálise deve apostar na nossa capacidade de responder a esta pergunta e de criar sentidos para a nossa vida.
Palestra de Ricardo Goldenberg no programa Café Filosófico CPFL gravada no dia 26 de junho de 2009, em Campinas.